AEROVISÃO - Os preparativos do tráfego aéreo para a Copa do Mundo e as Olimpíadas

Estimativas apontam aumento de 2% nos movimentos além do previsto apenas na aviação de transporte de passageiros, segundo DECEA


Nos últimos dez anos, o volume de tráfego aéreo no país quase dobrou. Apenas no ano passado, cresceu 15%, o que representou um total de 3,5 milhões de movimentos aéreos na aviação civil (comercial e geral). Durante a Copa do Mundo de 2014, as estimativas apontam aumento de 2% nos movimentos além do previsto apenas na aviação de transporte de passageiros. Para fazer frente a esse cenário, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), braço do Comando da Aeronáutica responsável pelo sistema de controle do espaço áereo, antecipou ações e já colhe resultados. Para o controle, a Copa do Mundo já começou faz tempo e se estenderá até as Olimpíadas de 2016.
Nos últimos quatro anos, enquanto o número de voos no país cresceu quase 50%, o percentual de atrasos com mais de 30 minutos caiu 55%, segundo dados do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA). Para o DECEA, esse resultado está relacionado com as ações de planejamento e coordenação realizadas de forma integrada com os demais atores da aviação civil, como empresas aéreas, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a INFRAERO, que é responsável pela infraestrutura aeroportuária do país.
Segundo o Tenente Brigadeiro do Ar Ramon Borges Cardoso, diretor do DECEA, a demanda esperada para a Copa do Mundo será absorvida pelo sistema sem comprometimento da segurança e da fluidez do tráfego aéreo. O planejamento atual para o controle de tráfego aéreo brasileiro foi elaborado levando-se em conta as projeções para o ano 2020. Para a Copa do Mundo, o DECEA constituiu um comitê de coordenação, experiência que deve ser repetida para as Olimpíadas de 2016. Leia a íntegra da entrevista na revista Aerovisão (nº 231 - out, nov e dez/2011):