Piloto brasileiro quer entrar para o livro dos Recordes


Walter Toledo, de 20 anos, será o comandante mais jovem a fazer o 360º ao redor do planeta


Tornar-se o piloto mais jovem a dar a volta ao mundo a bordo de um monomotor. Esse é o desafio que Walter Toledo, de apenas 20 anos, pretende realizar no prazo de 30 dias, percorrendo 11 países. A viagem conta com o patrocínio do Grupo Equipav, que há mais de 50 anos atua no setor de infraestrutura e que detém a holding Aegea Saneamento, que comporta as concessões na área de saneamento: Prolagos (São Pedro da Aldeia), Águas Guariroba (Campo Grande), Águas do Mirante (Piracicaba), entre outras.

Com essa viagem o brasileiro poderá entrar para o GuinessBook como o comandante mais jovem a fazer o 360º ao redor do planeta.

Intitulada "Brasil Voando Alto", a expedição é uma iniciativa de superação, coragem e ousadia, ancorada pelo sentimento de "brasilidade". Com saída prevista para 08 de julho de 2012, de Goiânia (GO),o brasileiro tocará o solo dos EUA, Canadá, Dinamarca, Islândia, Inglaterra, França, Alemanha e Rússia.

Com essa viagem Walter Toledo pretende motivar os jovens a superarem seus próprios limites e também mostrar ao mundo o potencial do Brasil e do povo brasileiro.

"Quero mudar esse pensamento que reina secularmente na cabeça dos brasileiros de que tudo que vem de fora é melhor que o nosso. Tenho orgulho de ser brasileiro, pois meu país é uma potência mundial, e quero que todos também tenham esse sentimento", enfatiza Toledo.

A Gema Brasil será a responsável por dar ao projeto Brasil Voando Alto todo o apoio "em terra" - o que envolve desde a captação de patrocínios e gestão dos conteúdos, até questões de logística e de tramites nos países.

Viagem experimental - Como parte dos preparativos do projeto foi realizada em maio uma viagem experimental para as Ilhas Falklands, na qual foi possível checar todos os componentes técnicos e de aferição de autonomia da aeronave, além de identificar possíveis dificuldades burocráticas na permissão de voo que poderão ocorrer durante o projeto.

O principal desafio durante o voo foi à temperatura, que chegou a 37 graus negativos na travessia sobre o mar, e poderia congelar o combustível e confundir os equipamentos de orientação.

Saindo da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, o avião sobrevoou Porto Alegre (Brasil), Rivera (Uruguai), Mar Del Plata (Argentina), chegando a Comodoro Rivadavia (Argentina) para abastecer, seguindo em um voo noturno para Port Stanley (Falkland). A chegada da equipe foi em São Paulo. A viagem para as Falklands foi realizada em quatro dias, com 28,5 horas de voo e 5.250 milhas náuticas percorridas.

O avião - A aeronave utilizada na expedição é um monomotor fabricado pela PIPER, com motor de 350hp bi turbo, não pressurizado, com alcance de 1300 milhas náuticas (2.400km), altitude máxima de voo de 25 mil pés e capacidade para 6 pessoa. Com consumo horário de 72 litros por hora em voo de cruzeiro, o avião foi batizado com o nome de PIPER MALIBU MATRIX.

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