Santos Dumont, um gênio brasileiro

Santos Dumont, um gênio brasileiro


Foto: acervo Fundação Casa de Cabangu
Foto: acervo Fundação Casa de Cabangu
Alberto Santos Dumont, o mineiro nascido na Fazenda Cabangu, foi o primeiro a fazer com que um aparelho mais pesado que o ar voasse por meios próprios. Batizado de 14 Bis, o primeiro avião desenvolvido por Santos Dumont alçou voo e foi resultado de muitos estudos, experiências e alguns acidentes. Isso muita gente já sabe! Mas o lado inventor de Santos Dumont foi muito além do avião. Engenheiro e estudioso autodidata, ele criou, adaptou e desenvolveu alguns objetos que são muito comuns em nosso dia-a-dia. Você sabe quais são? Leia aqui mais um pouco sobre o rapaz franzino que revolucionou o mundo com suas descobertas.

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Santos Dumont jovem
Apaixonado desde criança por mecânica, velocidade e aventura, aos 12 anos Dumont já pilotava as locomotivas da fazenda do seu pai. Grande observador dos pássaros, construía pipas exóticas, já pensando em seu sonho de também poder voar. Iniciou seus estudos em uma escola formal aos 10 anos, mas já tinha sido alfabetizado por uma de suas irmãs. Em sua primeira viagem a Paris (França), aos 17 anos, ficou encantado por um pequeno motor a explosão que viu. Mais tarde, iniciou seus estudos na França e Inglaterra. Depois, foi se desenvolvendo como pesquisador. Durante o tempo em que viveu na Europa, fez várias experiências com balões dirigíveis e aparelhos para voar até chegar ao 14 Bis e ao Demoiselle.
Vamos conferir alguns dos inventos de Santos Dumont?
Relógio de pulso – A invenção do relógio de pulso, tão comum nos dias de hoje, surgiu de uma necessidade de Dumont. Ele precisava de um relógio que tivesse alças e não correntes, para poder controlar o tempo dos seus voos com mais facilidade. Lembra como eram os relógios antigos de bolso? Pediu então ao seu amigo Louis Cartier, relojoeiro e joalheiro, que projetasse um modelo com essas características.
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Chuveiro quente e frio - Em sua casa em Petrópolis-RJ Dumont desenvolveu um chuveiro que misturasse as águas quente e fria, para que ele mesmo pudesse controlar a temperatura da água da maneira que desejasse. As águas eram misturadas em um balde, que se movimentava por meio de correntes.
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Este chuveiro está no museu Casa de Santos Dumont, em Petrópolis

Hangar e portões de correr – Dumont construiu um hangar nos moldes atuais, novidade para aqueles tempos. Não havia também portas sobre rolamentos. Tanto a arquitetura inovadora do seu hangar como a facilidade que os portões proporcionaram são amplamente empregadas hoje, não é mesmo?
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Balão dirigível movido a petróleo – Até obter sucesso, foram seis dirigíveis construídos. O motor movido a combustível fóssil ainda não era utilizado para este fim. Com o Dirigível nº6, conquistou o Premio Deutsch. Contornou a Torre Eiffel com o balão de 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos e fez história. O prêmio recebido de 100 francos foi dividido em duas partes: metade foi doada para os pobres de Paris e a outra repartida entre seus mecânicos e colaboradores.
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Dirigível nº 6 sobrevoando Paris

14-Bis – O aparelho foi o pontapé inicial para a aviação. Até então, os modelos desenvolvidos por outros pesquisadores dependiam de fatores externos para voar, como o uso de catapultas e a descida de penhascos. O 14 Bis não, levantou voo utilizando a força produzida por seu motor de 24 cavalos. Conquistou o prêmio Archdeacon no dia 23 de outubro de 1906 e a data passou a ser, também, o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.
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Demoiselle – O Demoiselle, que significa “libélula” em francês, foi criado após o 14-Bis. Mais leve e mais rápido que o primeiro, tinha longarinas de bambu, asas de seda japonesa e atingiu velocidade recorde de 96km/h. O aparelho de apenas 110 quilos era usado por Dumont para visitar seus amigos nos arredores de Paris.

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Demoiselle nº 19

Casa de Santos Dumont – A “Encantada” - Dumont idealizou a sua casa em um lote que comprou na Rua do Encanto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. As características do local, inicialmente, não permitiam que pudesse se construir algo lá. O terreno era muito íngreme e acidentado. Seus amigos apostaram que ele não conseguiria e ele apostou que sim. Ganhou uma caixa de uísque e viveu em uma casa com um conceito muito moderno para a época.

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“A Encantada”, Casa de Santos Dumont
A escada externa da “Encantada” merece destaque. Seus degraus recortados evitavam que ao subirem, as pessoas esbarrassem suas pernas e se machucassem, pois ela era muito inclinada. Há uma versão não oficial também que diz que Dumont era muito supersticioso e os degraus foram projetados para que sempre se utilizasse o pé direito para começar subir ou descer. Verdade ou não, não deixa de ser um fato curioso.

escada

Uma característica do “Pai da Aviação” era o desprendimento. Nenhuma de suas invenções foi patenteada ou lhe rendeu ganhos financeiros. Ele desejou que todos os seus inventos fossem disponibilizados para beneficiar a humanidade…
Gostou? Ficou interessado em conhecer mais da genialidade de Alberto Santos Dumont? Visite estes locais:
Museu Aeroespacial
Av. Marechal Fontenelle, 2000 – Campo dos Afonsos – Rio de Janeiro – RJ
(21) 2108 8956 / 8957

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Museu Aeroespacial, da FAB

Museu Casa de Santos Dumont
Rua do Encanto, 22, Centro, Petrópolis – RJ
Telefone: (24) 2247-3158

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Observatório no Museu Casa de Santos Dumont

Fundação Casa de Cabangu – Museu Casa Natal de Santos Dumont
BR 499, km 16 – Santos Dumont – MG
Telefone: (32) 3251 3646
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Museu Casa Natal de Santos Dumont. Foto Jorge A. Ferreira
Fique ligado e até o próximo post!!!

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