Um dia na IMBEL com Roberto Valadares Caiafa (texto e fotos)

Tiro Imbel IA2 5,56mm, pistolas .40, processo produtivo desde a recepção de matéria prima até o produto final, armas de fogo militares de qualidade.’

 O alumínio da caixa da culatra é de origem... russa!


"Começamos pela matéria prima in natura, depois passando por laboratórios, almoxarifados, fundição, estamparia, fabricação dos canos a frio, usinagem da caixa da culatra e demais componentes fuzil e pistola (e gravação de serial ID), banhos químicos de anodização e tratamento de superfícies, procedimentos de montagem do cano na caixa da culatra, moldagem dos componentes plásticos sob alta pressão, máquinas de pintura, de jateamento, de fresamento a laser CNC, furadeiras de canos, estamparia de carregadores de fuzil e pistolas, montagem dos subconjuntos das armas, montagem final, validação e regulagem final, tiros de teste em estande de tiro da fábrica.


 Raiamento dos canos por forjamento a frio - um dos segredos das armas Imbel - uma das cinco máquinas existentes no mundo!


Tiro com o Imbel IA2 e pistolas Imbel .40 em dois modelos.

O fuzil de assalto Imbel IA2 é uma arma moderna que podemos fabricar sem maiores problemas, e isso é fundamental.

O maquinário antigo que existe, fruto do ToT com a FN belga, se mescla bem com as modernas máquinas corte e fresa CNC.

Fica evidente o DNA FAL em toda a fábrica, mas a Imbel soube agregar novas capacidades de projeto e criou algo bem interessante. O fuzil é muito estável, tem boa ergonomia, aparelho de pontaria simples e prático. O recuo do 5,56mm é bem controlável, perto do 7,62mm.






Impressões de tiro

Em fogo intermitente, a 25 metros, acertei o alvo um por série de tiros (carregador com 10 tiros), totalizando 3 acertos. Atirador mediano consegue acertar alvos com zero prática, apenas com treinamento básico (meu caso).

Em rajada, graduando o dedo, logrei colocar sete tiros em dois balões (está filmado, de modo que não é mentira).

Dá para "costurar" com rajadas de 4-5 tiros numa boa, basta controlar a respiração e sentir a dobra do dedo no gatilho, que tem um curso bem firme, sem ser muito duro.

A rajada é controlável, mas tem aquela tendência de subir a mira enquanto atira. Tem de abraçar bem o bicho e cavar ele bem no ombro. Uma ótima arma para o soldado brasileiro, ou de qualquer outro Exército que decida comprá-lo. Definitivamente, o Imbel IA2 NÂo é um MD-97 melhorado, é muito mais que isso. E seu potencial de mercado é muto interessante.









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