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Condor Não Letais vai desenvolver granada fumígena para veículos blindados do Corpo de Fuzileiros Navais

Durante a LAAD Security Milipol 2026, realizada no Expocenter Norte, em São Paulo, a Condor Não Letais, uma empresa do Grupo Edge, assinou um protocolo de execução com o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil para projetar, produzir e avaliar uma nova granada fumígena destinada a veículos blindados, totalmente nacional.

Os testes de efetividade funcional desses equipamentos serão realizados pelo Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais, dentro do Programa de Armas Não Letais da Marinha do Brasil.


No Sistema Astros, os lançadores de granadas fumígenas de proteção estão montados no teto da viatura. Firma: Roberto Caiafa

O projeto do CFN busca reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, o que pode significar custos de aquisição e mantenimento três vezes menores que produtos similares adquiridos de fornecedores internacionais.

A tecnologia pode ser usada pelas três Forças Armadas, promovendo padronização e interoperabilidade. 

Também há potencial de exportação para esse produto, que é produzido visando fornecer proteção para veículos blindados, de rodas ou de esteiras.



Como funciona

Se a tripulação do veículo blindado percebe uma ameaça, como, por exemplo, um míssil anticarro guiado por fio se aproximando, é comandado o lançamento das granadas, que criam uma muralha de fumaça branca espessa que inibe lasers de sistemas de guiamento e oculta a silhueta do veículo de atiradores usando miras ópticas, além de "cegar" sensores termais e visores infravermelhos por tempo suficiente para que manobras evasivas afastem o veículo da ameaça ou permitam um contra-ataque.

Essas granadas de fumaça salvam vidas e são fundamentais para aumentar a persistência em combate das unidades de Fuzileiros Navais, que normalmente estão no terreno empregando equipamento leve de alta mobilidade, após tomarem uma cabeça de praia. 

No próprio assalto anfíbio, a proteção fornecida por granadas fumígenas é algo muito importante, dependendo da situação.

Nas fotos de Roberto Caiafa, é possível ver os lançadores de granadas fumígenas do blindado 6x6 Piranha IIIC e do caça tanques SK-105 A2S


Os testes das granadas fumígenas da Condor fazem parte de um esforço contínuo da Marinha do Brasil para nacionalizar componentes críticos e garantir a autonomia logística dos sistemas de defesa do Corpo de Fuzileiros Navais. Os principais pontos observados nos testes já realizados com blindados incluíram:

O desempenho do lançador e a integração, colocando como foco principal a compatibilidade das granadas de 76 mm, padrão para veículos blindados equipados com os lançadores instalados nos veículos. A ignição elétrica é testada para verificar se o sistema de disparo do blindado aciona a granada de forma confiável e instantânea.

Também são avaliados o ​ajuste mecânico, a facilidade de municiamento e a vedação nos tubos lançadores para evitar danos por umidade ou vibração. 

A eficácia da cortina de fumaça é avaliada cuidadosamente, já que a função dessas granadas é a ocultação tática, evasão e proteção contra miras térmicas e designadores laser, conseguindo garantir essa ocultação. 

Também são verificados nesses testes os parâmetros de tempo de formação da cortina de fumaça e rapidez com que a nuvem de fumaça atinge a densidade máxima (a capacidade da granada de criar uma "parede" visual que cubra as dimensões do blindado em campo aberto).
A segurança e confiabilidade são um ponto crucial: o artefato granada fumígena não pode apresentar falhas que possam comprometer a tripulação ou o veículo durante os testes. 
No atual contexto de nacionalização de componentes para veículos blindados, foi verificado que o CFN importava muitos desses insumos. 

A parceria com a Condor vai permitir que o CFN utilize munições produzidas localmente, o que reduzirá custos de aquisição e facilitará a reposição em estoques de treinamento e operações reais.

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