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Como o Irã contornou os sistemas de defesa de Israel na Guerra dos 12 Dias

Uma reportagem publicada na manhã desta quarta-feira no Wall Street Journal aponta sérias limitações nos sistemas de defesa aérea de Israel, que foram expostas durante os 12 dias de combates contra o Irã. 

Apesar do sucesso inicial na interceptação da maioria dos mísseis e drones, Teerã conseguiu adaptar suas táticas e penetrar nas camadas de defesa.

Segundo o jornal, o Irã passou a lançar mísseis avançados com maior alcance, alterando pontos de lançamento, tempo e padrões de ataque, o que lhe permitiu encontrar brechas no sistema de defesa israelense.

Especialistas em mísseis que examinaram dados de inteligência e fotografias de restos de mísseis constataram que, à medida que a guerra avançava, as taxas de sucesso de Teerã aumentaram. Enquanto no início dos combates 8% dos mísseis escapavam da interceptação, nos últimos dias esse número saltou para 16%.


No dia do ataque mais bem-sucedido do Irã, dois dias antes do cessar-fogo, 10 dos 27 mísseis atingiram o território israelense, segundo dados do Instituto JINSA, em Washington. “O Irã ajustou o método, o momento e os alvos, e funcionou”, disse Ari Chikorel, chefe da divisão de política externa do instituto, ao jornal.

A reportagem analisa o sistema de defesa multicamadas de Israel: Arrow 3 para interceptação fora da atmosfera, Arrow 2 e THAAD dentro da atmosfera, David’s Sling para defesa contra mísseis de médio alcance e mísseis de cruzeiro, e Iron Dome para foguetes de curto alcance. 

Sistemas americanos como o SM-3 também foram utilizados a partir do Mediterrâneo.

Apesar disso, Israel teve dificuldades para acompanhar o ritmo e o novo padrão de ataques: ataques diurnos em vez de noturnos, disparos simultâneos de diversas áreas e dispersão geográfica dos alvos. 

Especialistas avaliam que Israel foi forçado a economizar em interceptadores caros e se concentrar apenas nas ameaças mais significativas.


Entre os mísseis que atingiram Israel estavam fragmentos do Fattah-1, o míssil hipersônico de nova geração do Irã, capaz de mudar de trajetória e penetrar camadas de interceptação. 

Somente sistemas como o Arrow 3 e o David’s Sling são capazes de enfrentar tal ameaça.

Segundo o jornal, o declínio na taxa de interceptação também ficou evidente nas declarações israelenses: no início dos combates, foi relatado que 90% a 95% dos mísseis foram interceptados, mas no final dos combates, Israel disse que as interceptações tiveram apenas 86% de sucesso.

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