Enquanto na Justiça brasileira seguem os capítulos da atribulada recuperação judicial da Avibras Industria Aeroespacial S/A, nos bastidores, o Exército Brasileiro está planejando como será o seu papel nessa retomada das atividades da empresa.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, na condição do anonimato, entre as ações para a recuperação de capacidades ASTROS do Exército Brasileiro, existe um plano de substituir todas as viaturas de origem alemã, Mercedes Benz, por igual quantidade de veículos empregando o chassis Tatra, padronizando assim a frota Astros do Exército com apenas um fornecedor, com ganhos importantes em logística e manutenção, e eliminando totalmente a possibilidade de embargos por parte do BAFA/Governo da Alemanha.
A retomada das atividades na fábrica da Avibras não ficaria assim restrita somente ao setor responsável pela produção de munição (foguetes e seus propelentes) para recompor os estoques do Exército, mas também envolveria o setor de veículos.
No início de 2023, em visita a sede da Avibras para um tour especial pelas instalações, observei uma quantidade apreciável de chassis Tatra (cerca de 12 deles) estocados com uma cor desértica, oriundos de uma encomenda estrangeira anterior a Pandemia do Covid 19.
Essa encomenda foi desfeita, restando a Avibras armazenar esses chassis intactos.
Esse seria o ponto de partida para a retomada dos trabalhos, a transformação desses chassis Tatra estocados em viaturas Astros MK.6, com a complementação de chassis novos vindos posteriormente da República Tcheca para fechar a quantidade necessária para recompor a frota.
Os chassis Mercedes Bens seriam então progressivamente desativados (sem a possibilidade de revenda), a medida que as novas viaturas Tatra forem sendo entregues, nas diferentes versões.
A fonte também confirmou o status já conhecido do AV-MTC: desenvolvimento concluído, tanto do míssil quanto do seu veículo de apoio.
O que deverá ser feito na retomada da Avibras é a planificação da cadeia logística de fornecedores para o início da produção dos mísseis encomendados pelo Exército Brasileiro, de forma gradual, mais a prontificação das viaturas de apoio ao míssil que serão usadas pelos Grupos de Mísseis e Foguetes.
Por isso a reativação do setor de veículos da Avibras, em paralelo ao retorno da fabricação de munições e propelentes, é essencial.








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