Todo sistema de armas possui um tempo muito bem definido entre a criação de um projeto, a construção de protótipos, a realização de milhares de testes, os primeiros anos de serviço, o processo de modernização, a desativação por obsolescência e, por fim, a desmobilização. Quando esse processo enfrenta obstáculos de planejamento e mudanças de rumo nos conceitos de guerra, pode acontecer o que mostramos com relação ao Ministério da Defesa do Reino Unido, que desativa meios perdendo dinheiro para não perder mais dinheiro à frente. No Brasil, existe um conceito diferente, presente, não escrito, praticado à exaustão, que é a canibalização de meios. Não funciona da seguinte maneira: a Força Y recebe X quantidade daquele meio e já sabe, internamente, que não vai conseguir manter uma diagonal previsível de manutenção daquela frota, seja porque a classe política que governa o país pouco se importa com defesa, seja porque mais uma crise econômica cobra mais um sacrifício dos militares, seja ...