Mauro Beirão
O jato militar SAAB F-39 Gripen não é classificado como um caça de 5ª geração.
Tecnicamente, ele pertence à chamada geração 4,5.
Ainda assim, poucos caças no mundo conseguem reunir o nível de conectividade, consciência situacional, integração homem-máquina e arquitetura de aviônica que ele entrega atualmente.
E talvez exista um detalhe que muitos brasileiros ainda desconhecem: grande parte da experiência tecnológica presente no cockpit do F-39 da FAB foi desenvolvida no Brasil.![]() |
| O cockpit do F.39E Gripen apresenta desenvolvimentos de engenharia 100% brasileiros, como o HUD e o WAD, em fotos de Roberto Caiafa. |
HUD, WAD (Wide Area Display), capacete inteligente e sistemas avançados de interface homem-máquina foram concebidos, integrados e produzidos por engenheiros brasileiros, em Porto Alegre (RS), dentro de uma empresa nacional que há 45 anos atua ao lado da Força Aérea Brasileira.
São mais de 500 mil horas de engenharia aplicadas ao desenvolvimento de tecnologias críticas de defesa.
Uma estrutura com cerca de 500 colaboradores, mais de 200 engenheiros altamente especializados e dezenas de novas vagas abertas para profissionais que desejam atuar na fronteira da tecnologia aeroespacial.
ISSO É SOBERANIA!
Soberania não é apenas possuir aeronaves modernas.
É dominar conhecimento, engenharia, integração de sistemas críticos e capacidade industrial estratégica dentro do próprio país.
Infelizmente, ainda existe preconceito contra empresas brasileiras do setor de defesa que possuem participação de capital estrangeiro, especialmente quando envolvem grupos internacionais ligados a países que frequentemente se tornam alvo de polarizações ideológicas e geopolíticas.
Mas existe uma diferença enorme entre narrativa política e realidade industrial.
A realidade é que o Brasil só alcança autonomia tecnológica quando empresas instaladas no país desenvolvem engenharia local, formam profissionais brasileiros, transferem conhecimento, geram empregos qualificados, produzem tecnologia crítica em território nacional e trabalham lado a lado com as nossas Forças Armadas.
Defesa não deveria ser tratada sob a ótica do preconceito.
Deveria ser tratada sob a ótica da capacidade, da competência e do interesse nacional.
Porque, enquanto muitos discutem ideologia, existem engenheiros brasileiros desenvolvendo, neste exato momento, tecnologias embarcadas comparáveis às utilizadas nas aeronaves de combate mais modernas do mundo.
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| Capacidades Operacionais Estratégicas comprovadas em operações reais: AEL Sistemas. Fotos: Roberto Caiafa |











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