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Exército amplia desenvolvimento de tecnologias para sistemas não tripulados

 O Exército Brasileiro amplia o desenvolvimento e a avaliação de tecnologias voltadas ao emprego de sistemas não tripulados, como parte do processo de transformação da Força Terrestre. Por meio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e em parceria com empresas da Base Industrial de Defesa, a Força desenvolve soluções que integram sensores, sistemas de comunicação e armamentos a plataformas terrestres e aéreas.

 

Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

Dentre as tecnologias, estão veículos terrestres remotamente pilotados, sistemas de detecção, soluções antidrones, inteligência artificial e drones destinados a diferentes missões.

Das iniciativas destacam-se o desenvolvimento de um protótipo de veículo terrestre não tripulado equipado com um lançador duplo para o míssil anticarro MAX 1.2 AC. A plataforma permite transportar e posicionar o armamento por controle remoto.
 

Foto: CTEx 

SARC REMAX  3

Desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a empresa ARES, o REMAX é um Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) que permite ao atirador operar abrigado e protegido no interior da viatura, aumentando a segurança e a eficiência em operações. Possui um sistema óptico equipado com câmeras diurna, termal e um telêmetro laser, além de permitir estabilização do armamento em dois eixos. Portanto, o sistema mantém alta precisão mesmo com a viatura em movimento e/ou em condições adversas de visibilidade.
 

Foto: CTEx 
Foto: CTEx 


Detecção de radiação

Outra iniciativa reúne o CTEx e o Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN) no desenvolvimento de uma capacidade para detecção de riscos radiológicos. O projeto integra um veículo terrestre remotamente pilotado, desenvolvido pelo CTEx com recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, a um detector de radiação pertencente ao IDQBRN.
 

Foto: IDQBRN

Os dados coletados pelo sensor podem ser transmitidos por rádio ao operador, que permanece afastado da área sob investigação. O veículo também conta com câmeras convencionais e infravermelha, permitindo o acompanhamento do ambiente e das informações obtidas durante a operação.
 

Foto: IDQBRN

Novas capacidades

O Exército também desenvolve estudos com empresas da Base Industrial de Defesa envolvendo sistemas terrestres remotamente pilotados, tecnologias para detecção e enfrentamento de drones com auxílio de inteligência artificial, munições que permanecem em voo até a definição do alvo e drones destinados a missões de ataque.
 

Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

Essas iniciativas envolvem a integração de sensores, equipamentos de comunicação e sistemas de armas às plataformas não tripuladas. O desenvolvimento dessas tecnologias contribui para a geração de capacidades que poderão ser avaliadas e, conforme os resultados obtidos nas diferentes etapas de desenvolvimento e experimentação, eventualmente incorporadas ao emprego da Força Terrestre.
 

Foto: CTEx 

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